Antes de aceitar que uma palavra de outra língua “vem do hebraico”, pergunte:
Qual é a forma mais antiga atestada em cada língua?
A correspondência sonora se repete em pelo menos dezenas de cognatos?
O significado antigo coincide sem metáfora improvisada?
Há morfemas gramaticais e paradigmas compartilhados?
A direção cronológica é possível?
Existe rota de contato que favoreça empréstimo?
A proposta foi comparada a reconstruções já existentes?
Ela prevê formas novas ou apenas reorganiza exemplos escolhidos?
Controla acaso, onomatopeia e palavras infantis?
Publica dados suficientes para que outro pesquisador possa refutá-la?
Uma resposta negativa a uma pergunta não encerra automaticamente a investigação. Um conjunto de respostas negativas, porém, impede que semelhança seja promovida a genealogia.