“Força” avalia quanto cada linha pesa contra a hipótese universal, não a importância cultural do hebraico.
| Categoria | Evidência não redundante | Força | Justificativa |
|---|---|---|---|
| A. Linguística | Correspondências regulares e morfologia reconstroem Proto-Semítico acima do hebraico; outras filhas preservam contrastes e casos perdidos no hebraico | Muito forte | Evidência estrutural positiva, replicada em centenas de formas e paradigmas |
| B. Cronológica | Acadiano/eblaíta documentados muito antes; sumério e egípcio ainda anteriores | Forte | Sozinha não exclui ancestral não documentado, mas combinada à estrutura torna a derivação hebraica historicamente implausível |
| C. Epigráfica | Primeiros candidatos hebraicos são tardios e disputados; corpora inequívocos são da Idade do Ferro | Forte | Delimita quando o rótulo “hebraico” se torna empiricamente justificável |
| D. Filogenética | Hebraico está aninhado em cananeu; famílias não afro-asiáticas formam árvores independentes | Muito forte | Inovações compartilhadas definem relações de irmandade, não descendência do hebraico |
| E. Arqueológica | Não há horizonte material ou dispersão que acompanhe uma expansão mundial hebraica; escrita surge antes em outras regiões | Moderada | Cultura material não codifica língua diretamente, por isso funciona como teste de plausibilidade, não prova isolada |
| F. Histórico-documental | A ideia adâmica é uma tradição interpretativa plural e posterior; Gênesis não nomeia a língua pré-Babel | Forte | Refuta a alegação de afirmação bíblica explícita e documenta a história da inferência |
18.1 Evidências eventualmente favoráveis — e seu peso real
Uma avaliação equilibrada deve reconhecer três fatos que tornam a hipótese intuitivamente atraente:
hebraico é de fato uma língua antiga, com corpus religioso de enorme antiguidade e continuidade;
o texto de Gênesis utiliza jogos de palavras hebraicos impressionantes;
hebraico preserva arcaísmos semíticos e pertence a uma das famílias com registros mais antigos.
Esses fatos favorecem a relevância histórica e filológica do hebraico, não a ancestralidade universal. Nenhum satisfaz o critério de correspondências regulares entre famílias. Seu peso para a hipótese é fraco; para a história cultural do hebraico, é forte.