Existe consenso muito amplo sobre quatro pontos: (1) hebraico é semítico; (2) dentro do semítico, pertence ao conjunto cananeu do noroeste; (3) as línguas semíticas descendem de um ancestral reconstruído anterior ao hebraico; (4) não há método aceito que derive todas as famílias do mundo do hebraico. O debate acadêmico ocorre nos detalhes da árvore interna, da datação e da localização de proto-línguas, não sobre uma genealogia mundial hebraica.
Há também consenso de que registros escritos são amostras tardias da história da linguagem. A capacidade linguística humana e as línguas faladas antecedem a escrita por um intervalo enorme. Portanto, a ausência de textos de uma língua não prova que ela não existia; inversamente, a existência de um texto não prova que aquela língua seja a primeira já falada.
Três zonas de incerteza merecem destaque:
Hebraico mais antigo: inscrições do século X a.C., como Gezer e Khirbet Qeiyafa, são disputadas quanto à classificação especificamente hebraica. Textos dos séculos IX–VIII oferecem diagnósticos mais seguros.
Proto-Semítico: a reconstrução fonológica e gramatical é sólida em linhas gerais, mas a realização fonética de algumas sibilantes e enfáticas, a 30ª consoante proposta e o local de origem permanecem debatidos.
Proto-Afro-Asiático: a profundidade temporal, a inclusão do omótico, a árvore interna, a cronologia e a pátria original são muito menos consensuais.